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Governo quer alterar o ordenamento territorial do Vale do Zambeze

 

O Governo aprovou o Plano especial de ordenamento territorial do Vale do Zambeze, um instrumento que visa conferir uma maior planificação e mobilização de recursos, bem como o desenho de uma política de desenvolvimento mais harmonioso.

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O Plano especial de ordenamento territorial do Vale do Zambeze, que abrange as provincias de Sofala, Manica, Tete e Zambezia, define ainda a estratégia de desenvolvimento daquela região central por um período de 30 anos.
Falando a imprensa, hoje em Maputo, momentos após o término da segunda sessão ordinária do Conselho de Ministros, o vice-ministro da Administração Estatal e Função Pública, Roque Silva, explicou que o plano foi desenhado tendo em conta a prontidão dos solos para a prática da agricultura.

Silva acrescentou que o Plano prevê o crescimento demográfico daquela região, bem como toda a acção necessária para o desenvolvimento sustentável, tendo em conta o potencial energético produzido na Bacia Hidrográfica existente na zona.
“Marca (o Plano especial) uma viragem na estratégia do governo para o desenvolvimento integrado e, igualmente, confere a Moçambique um instrumento importante de planificação, mobilização de recursos e desenho de um modelo de desenvolvimento mais harmonioso e que responde as necessidades das comunidades”, disse o governante.
O Plano especial de ordenamento será depositado na Assembleia da República (AR), o parlamento do país, para debate e aprovação, pelo que, segundo Silva, a sua regulamentação vai delinear as políticas de acesso a terra e aos recursos minerais.

Nós temos como orientação e como objectivo do Governo assegurar, através da implementação deste instrumento, este desenvolvimento harmonioso” afirmou.
Num outro desenvolvimento, Silva sublinhou que o Executivo continua a assistir as famílias afectadas pelas chuvas, criando abrigo as que ficaram desalojadas, bem como a efectuar a distribuição de alimentação.
Sobre a situação de emergência derivada da época chuvosa, sobretudo das ocorrências de 19 à 29 do corrente mês, o país registou 44 mortos, de um total de 92.600 pessoas afectadas.
Nos últimos dez dias, Moçambique assistiu 9.100 casas totalmente destruídas, de um total de 24.500 casas destruídas parcialmente.
“O governo continuará a monitorar a situação prestando atenção a todas as pessoas que neste momento continuam sob risco das calamidades”, disse o vice-ministro.
Na sessão de hoje, o governo aprovou 156 nomes de ruas e um de edifício, propostos pelos municípios do país.