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Quantas horas de sono crianças e adolescentes precisam dormir para terem um desenvolvimento saudável?

Especialistas em transtornos do sono criaram novas recomendações sobre quanto menores de idade devem dormir. Elas se baseiam na etapa de vida em que os jovens se encontram e foram publicadas na revista científica Journal of Clinical Medicine.
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As diretrizes da American Academy of Sleep Medicine (Academia Americana de Medicina do Sono) variam entre 16 horas para bebês e 8 horas para adolescentes.

Segundo a academia, menores de idade se beneficiam física, mental e emocionalmente de quantidades adequadas de horas de sono.

Dormir o suficiente resulta em melhor atenção, comportamento, aprendizagem e memória, dizem os especialistas.

Em contraste, o deficit de sono pode levar a problemas que incluem depressão e até pensamentos suicidas.

A American Academy of Pediatrics (Academia Americana de Pediatria) faz recomendações que acredita serem benéficas para o bom sono de crianças e adolescentes - entre elas, a de que todas as telas - como televisores e computadores - sejam desligadas meia hora antes de ir para a cama.

E que os pais não permitam que seus filhos mantenham esse tipo de aparelho em seus quartos.

Em contraste, crianças que não dormem o suficiente estão expostas a maiores riscos de lesões, hipertensão, obesidade e depressão.

Entre adolescentes, o deficit de sono foi associado a maiores riscos de automutilação e até suicídio - disseram os pesquisadores.

A equipe por trás das novas diretrizes ressaltou, no entanto, que crianças e adolescentes que dormem mais do que o recomendado também estão sujeitas a efeitos adversos, entre eles, pressão alta, diabetes, obesidade e problemas de saúde mental.

Para crianças e adolescentes que estejam dormindo muito pouco ou demasiadamente, a orientação é que os pais consultem o médico para determinar se trata-se de um transtorno de sono que possa ser tratado.
As diretrizes não incluem recomendações para bebês menores de 4 meses porque os padrões e a duração do sono de crianças tão pequenas variam muito e não há evidências científicas suficientes para estabelecer vínculos entre sono e saúde.


fonte:BBC