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Parlamento egípcio expulsa deputado crítico de Al-Sisi

O parlamento egípcio expulsou o deputado mais importuno para o poder, Mohamed Anwar al Sadat, depois de uma investigação o ter acusado de enviar informações sobre a câmara baixa para o estrangeiro, para prejudicar a sua imagem.
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A agência noticiosa estatal MENA informou que 468 deputados, mais de dois terços do total, votaram a favor da expulsão de Al-Sadat, que é o líder do Partido para a Reforma e o Desenvolvimento.

A MENA especificou que os deputados sustentaram que os documentos enviados por Al-Sadat para as instituições internacionais "difamam" o parlamento egípcio.

O seu presidente, Ali Abdelal, afirmou na sessão, que decorreu hoje, que o lugar ocupado por Al-Sadat vai ficar vazio até que se realizem novas eleições na circunscrição representada pelo deputado.

Al-Sadat tem sido muito crítico com algumas leis aprovadas pelo parlamento, desde que foi formado em janeiro de 2016, e um dos poucos que se opõe ao governo do presidente Abdelfatah al Sisi no parlamento.

Este destacado político é o neto do defunto presidente Anwar al Sadat, que foi assassinado em 1981, depois de assinar um acordo de paz com Israel.

Há um ano, o parlamento egípcio também expulsou o deputado Tawfiq Okasha por se reunir com o embaixador israelita no Cairo, Chaim Koren, o que provocou uma grande celeuma parlamentar.

Okasha foi acusado pelos seus pares de procurar favorecer a normalização com Israel, país com quem o Egito mantém relações tensas, devido à rejeição de várias partes do acordo de paz de 1979.

fonte:noticiasaominuto